27 de março de 2009

Livres!





"...Deus nos ecolheu, antes da criação do mundo para sermos santos e irrepriensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo conforme o bom propósito de sua vontade, para o lovor da sua gloriosa graça... Nele temos o perdão dos pecados... e Ele nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas na deispensação da plenitude dos tempos." (Efésios 1;4-10 - Paráfraseado)



Será que Deus erra? Costumo dizer que Deus "escolhe o feijão diferente de nós", pois nós olhamos para os estragados e tocamos neles, pegamos o sujo, o que não presta e trabalhamos para tirar de lá, do meio dos outros, e enqaunto isso Deus toca o seus ecolhidos, os santos e bons, e os retira do lugar comum para colocar no centro de sua vontade!

A frase "todo mundo é filho de Deus" fica sem sentido quando percebo que isso é para aqueles que, tirados para fora, recebem a salvação e uma vez adotados como filhos vivem para dar glória a Ele.

Não existe uma vida "secular, material" e uma vida "espiritual" mas seu propósito é que em Cristo, todas as coisas, tanto as celestiais, as espirituais quanto as terrenas, sejam convergidas, e agora se tornem uma única coisa: Vivemos para o louvor da Glória de Jesus!

Isso é o que nos faz diferentes! Isso é o que nos dá ânimo, vontade para seguir em frente, para ir mais além, fazendo tudo para que seu nome seja glorificado em nós.

Tudo o que temos, tudo o que somos, tudo o que sabemos, tudo... é dele e por ele foram feitas todas as coisas. Isso é a regra de vida de quem serve a Deus.

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26 de março de 2009

Chamado = Exposição

Há alguns dias alguém que conheço entrou em uma padaria, para comprar alguma coisa e deu de cara com um ator famoso. O assunto ficou em evidência durante dias... afinal de contas, era alguém conhecido, importante, alguém que devido sua fama, todos sabiam seu nome, conheciam sua fisionomia, conheciam seu trabalho, sua carreira.
O que mais me chamou a atenção é que essa pessoa estava fazendo algo comum, estava no telefone celular, e parecia alterado, preocupado e conversava agitado de um lado para o outro com alguém do outro lado da linha (sei disso porque esses detalhes também foram mencionados) e até a roupa dele, que estava meio suja, provavelmente de terra (moro em uma região de chácaras e ele deveria estar em alguma delas) também iso foi percebido.
Fiquei pensando o que a fama faz com uma pessoa. Que a partir do momento que um indivíduo faz opção de ser destacado em uma vida de fama e estatus, isso também traz na bagagem o preço de ser observado, avaliado, percebido em tudo o que faz. É o preço da fama, o preço da posição.
Fiquei pensando sobre a posição que cada um de nós ocupamos quando decidimos servir a Deus. Essa posição é algo tão especial... Que pena que a maioria das pessoas pensam que é melhor viver no anonimato! Ou quem sabe, acham que vivem nesse anonimato sem perceber que foram destacadas para o maior de todos os ofício da terra!


"Ninguém acende uma candeia e a esconde em um jarro ou coloca debaixo da cama. Ao contrário, coloca-a num lugar apropriado, de modo que os que entram possam ver a luz."(Lucas 8.16)
Quando entendemos que somos chamados por Deus para ocupar a posção de servos dele, também ocupamos a função de embaixadores de seu reino na terra! Se nossa candeia foi acesa, a decisão daquele que fez isso é que sejamos colocados em um lugar "apropriado" para sermos vistos!
Isso deve trazer temor ao coração dos que servem a Deus, pois, somos vistos em todos os lugares, estamos em evidência o tempo todo, e nada está em oculto em nssa vida.

Vivemos em um mundo que destaca a individualidade, a exclusividade e o egoísmo, também somos direcionados a uma condição de vida em que somos obrigados a ter uma postura contrária aos valores elemntares da vida!
Fomos chamados por Deus para sermos vistos, para termos uma "fama" especial da parte dEle e com esta fama sermos destacados neste mundo como uma luz, que mesmo de longe podemos ser vistos.
Somos observados o tempo todo, por pessoas, por Deus e também por demônios que nos espreitam para ver o que fazemos com nossa posição de santidade. Talvés nem pensemos nisso, mas estão olhando nossa fisionomia, nossa roupas, nosso tom de voz, nossas "caras e bocas" nas rea''cões mais comuns, porque não somos mais os que vivem no anonimato, e sim os que foram chamados para ser luz neste mundo de escuridão.
Que nossa vida possa ser também o "assunto" na boca dos outros, não pelas falhas, mas pelos comportamentos que nos fazem com responsabilidade sermos os representantes de Cristo na terra.

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21 de março de 2009

Nosso ministério missionário


Nosso ministerio começou assim! Em meados de 1995 já havíamos passado por muitas situações de vida, e agora estávamos congregando e participando dos cultos na Igreja OBPC em Porto Alegre - RS (Pr. Ivan Nunes - hoje Presidente Nacional de Igreja OBPC). Fizemos seminário em regime de Internato, pelo Instituto Bíblico Beréia, e da lá saímos com a Jeanete carregando em sua barriga nossa segunda filha, a Steffani.
Quando estávamos ainda no seminário orávamos por um projeto pioneiro que estava começando a ser organizado em Rondônia na Região Amazônica do Brasil. Nosso pedido era que Deus levantasse obreiros para irem àquele lugar para fazer sua obra, mal sabíamos que nós é que estávamos sendo chamados para este tão importante ofício!
Precisamos vir mais cedo, pois chegava a hora do nacimento de nossa segunda filha. Deus preparou tudo: desde o hospital até todos os detalhes de enxoval. Havíamos deixado tudo para trás, uma carreira profissional promissora, comissões por trabalhos que, assim que fechassem os contratos, renderiam po suficiente para comprarmos nosso primeiro apartamento e um carro novo. Já sonhávamos com isso, mas o Senhor nos chamou para viver este "sonho" tão diferente: Fazer sua obra, pagando o preço de colocar a mão no arado e não olhar mais para trás!
Fazia poucos dias que a Jeanete havia saído do hospital quando o Senhor falou em nosso coração sobre irmos para Rondônia. Não conhecíamos nada por lá, era só a fé e a coragem para sair de uma das mais estruturadas cidades do País e morar em uma lgar onde nossos vizinhos seriam os Índios de uma reserva da Funai e nosso alvo uma construção de uma base de treinamento e formação do obreiros.
Deus estava dando início a nossa vida missionária naquele momento. Viajamos de Ônibus, já não tínhamos mais móveis e dependeríamos de sustento missionário, o que na ocasião nem sabíamos direito quanto seria... nem fiz questão de perguntar, apenas obedecemos, afinal, isso é o melhor.
Chegamos em Vilhena, uma cidade pequena na divisa entre o Mato Grosso e Rondônia no dia 1 de Maio de 1997 de madrugada, perto das 2:00h da manhã. Nessa época do ano era comum uma revoada de gafanhotos (muito grandes!) por lá. Enquanto esperávamos o pastor que ficou de nos buscar na rodoviária, que errou a data e entendeu que chegaríamos somente no dia seguinte, brigávamos com os insetos que insistiam em pousar em nossa roupas e cabelos. Embora nossos olhos contemplassem aquele quadro tão diferente e de certa forma até assustador, mesmo carregando nos braços uma crianças de poucos dias de vida (Steffani) e outra com apenas 5 anos (Rebeca) ainda assim em nosso coração havia a certeza que o Deus que nos levou a viver aquele momento estava cuidando de tudo. Tinhamos paz, muita paz no coração!
Sou filho de Pastor, e meu pai como um dos primeiros pastores da Igreja O Brasil Para Cristo, ao lado do Missionário Manoel de Mello, viveu muito da obra missionária. Implantando igrejas em cidades pequenas, fui carregado quando criança daqui pra lá, e de lá pra cá, sem saber bem o que estava acontecendo. Quantas vezes a comida foi uma xícara de chá de erva cidreira, apanhada no quintal, e umas bolachas caseiras, que minha mãe preparava com a farinha que as poucas moedas podiam comprar. Minha esposa também veio de uma vida símples, só que de uma família não cristã, com uma pai alcoólatra que se embriagava às noites e seu passa-tempo era rigar com a família.
Havíamos individualmente lutado para conquistar como qualquer pessoa uma posição, social, profissional e financeira, e estávamos quase lá... Mas agora outra motivação ardia em nossos corações: A realização do projeto de Deus era a mais doce visão que possúíamos!
Pela primeira vez eu entendia o que meu pai e minha mãe haviam passado. Enetndí que era uma história de comprometimento com algo que não daria para explicar em palavras, apenas tinha que ser vivido, e agora nós estávamos vivendo.
Da rodoviária para uma pequena casa ao lado da Igreja em Vilhena, e o desafio de construir a base de treinamento. A foto é de uma de nossa "idas e vindas" da casa para a construção, alguns kilômetros de distância. Nossa filhas hoje riem quando olham a foto, que conta a história, que diz um pouco do que é ser parte do sonho de Deus.
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20 de março de 2009

2008 foi uma marca



Desde 2008 minha vida ministerial teve algumas mudanças muito importantes. Trabalhando na área de Marketing há mais de 25 anos, já fui dono de empresa na área de propaganda e publicidade e também trabalhei em empresas de porte. Nunca tive nenhum medo da vida profissional, pelo contrário, aprendí (à duras penas) que o importante é a disposição somada a criatividade, que faz com que, mesmo sem nenhum recurso, seja possível fazer de uma peqena ídeia um grande ideal.
A coragem para isso nunca me faltou, mas fui obrigado a encarar o olhar crítico de uns, e até mesmo os conselhos desmotivantes de outros. A idéia fixada na mente aculturada pela visão do padrão ideal faz com que as pessoas sejam condicionadas a caminharem todas na mesma direção, só que nem sempre há espaço para todos fazerem a mesma coisa... Em alusão a isso a Bíblia diz: "O pé não pode dizer que por que não sou mão não sou do corpo, pois como seria o corpo se só houvessem mãos ou pés?" . Entendo que é na diversidade que encontramos harmonia e inteligência, e isso só se dá quando as pessoas são corajosas para experimentar e experimentar!
Quando se faz uma coisa boa, logo somos elogiados, mas quando é feito algo inusitado, que para alguns não tem sentido, o que se manifesta é a critica por ter sido feito algo "ruim", mas baseado em que padrão? Penso que o que deveria existir para solucionar isso é uma visão menos individualista e mais Cristocêntrica das coisas, sabendo que nossa vontade não é necessariamente a melhor...
Larguei definitivamente todas as minhas atividades profissinais, e confesso que algumas rentáveis e que até nem exigiam muito de mim. Levou muitos mêses para que meus antigos clientes fossem percebendo que não daria mais para contar com meus serviços, e um a um foram procurando novas opções para etenderem suas necessidades, algumas até mesmo indicadas por mim. A nova fase é muito importante, pois tempo integral significa estar a disposição não só no fator "tempo" e sim em integralidade, ou seja, em pensamentos, emoções e voltades, sem desculpas ou despriorização de umas para cumprimento de outras coisas.
O sucesso da nova etapa veio com a efetivação de responsabilidades: Larguei coisas que gostava muito de fazer, e até mesmo ministerialmente precisei abrir mão... Dava aulas em extensões de seminário, era líder de Jovens de minha igreja e exercia um pastoreio cheio de amor por eles, sempre fui conselheiro e gostava de me aproximar das pessoas.
Assumí a responsabilidade voluntariamente, de administrar a preparação e execução do VI Simpósio de Missões, principal evento de Missões da minha igreja e denominação. O desafio era fazer a primeira edição fora da igreja do Mandaqui em São Paulo, casa do líder, fundador e presidente da MD, Pr. Joel e também minha igreja, o que fazia com que fosse muito mais fácil trabalhar. Agora o evento seria realizado na Zona Leste de São Paulo, na Igreja de Viula Jacuí, Pr. Isaias Soares dos Santos, um amigo e aliado dos nossos propósitos missionários, com uma grande igreja de centenas de membros, mas que não tinham a mesma visão que nós por costume temos.
O Simpósio foi um grande sucesso com mais de 1100 inscritos e cultos com mais 2000 pessoas nas noites, todos os alvos estabelecidos foram alcançados e superados, mas reservava o próximo grande desafio, o primeiro Treinamento Missionário da MD em regime de internato em um local externo, uma chácara alugada para este fim na região de Atibaia no interior de São Paulo.
Com 54 inscritos, que nas entrevistas passaram a um grupo de 28 pessoas e efetivamente se tornaram 26 alunos, para durante 4 mêses participarem do nosso "big brother" numa convivência baseada em estudos, aprendizado, cultos, jejuns e consagração para aprender a cumprir o mandamento de Jesus e obedecer o chamado.
Deixamos, eu e minha esposa durante este tempo minhas filhas em São Paulo, onde íamos uma vez por semana para vê-las e o resto do contato era totalmente feito por telefone, no demais estávamos ocupados 24 horas (integralmente) para administrar este trabalho incluíndo três mêses em Atibaia - SP e um último período de mais um mês na Bolívia para impacto transcultural.
O trabalho chegou ao fim, mas diferente do que imaginávamos, pois agora a Missão Desafio entendia a importância de constituir uma base de treinamento missionário efetivo e em Atibaia mesmo, Deus já estava nos dando o local para este fim. Comprada a propriedade pela Igreja OBPC do Mandaqui, nos faltava agora dar início ao projeto, o que ficou agendado para o início de 2009.
Encerramos o ano com uma mudança para Atibaia, para morar na mesma chácara, alugada para o treinamento, a fim de, mais próximo da base, podermos dar sequência ao projeto. Os "extremos" para podermos chegar no centro da vontade de Deus muitas vezes não são nada fáceis! Mas agora estamos aqui... trabalhando para este ano fazermos mais um grande Simpósio de Missões, e começar uma outra boa turma de alunos no treinamento 2009... Qual serão as novidade que Deus nos reserva para este ano?
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28 de maio de 2008

Chamado é coisa de família!

O que faz alguém saber quando tem um chamado de Deus? "Todas as coisas cooperam em conjunto para o bem daqueles que amam a Deus... daqueles que foram chamados segundo o seu propósito!"(Romanos 8.28). Tem que aprender a olhar em volta, ao redor, pra família, para as pessoas que Deus colocou ao lado para fazer parte de sua história, e para cada detalhe desta história que pode ser muito mais do que um emaranhado de situações desconexas... Cada detalhe é controlado pelo Deus que o chama.


Fazer a nossa parte não é algo fácil, e sei que existe toda uma "resistência"espiritual para isso, mas vale a pena, sempre vale a pena!!! Minha Família são as maiores preciosidades que Deus me deu, minhas filhas, "flechas na aljava" como diz a Palavra,... onde irão? não sei, mas longe, muito longe no propósito maior de nossa família que serve a Deus.






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